quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

MORTE É AUSÊNCIA

Não há morte sem dor e sem tristeza. Não há morte que não deixe o vazio na alma e uma ferida que demora meses para cicatrizar. Morte é, antes de tudo, ausência. Temos que nos acostumar com a ausência física, que é a falta da presença, do abraço e do carinho consentido, e também com a falta de perspectiva que a perda de um ente querido nos provoca.

Entretanto, morte não deixa apenas vazio e tristeza. Deixa também falta de perspectiva: como nos acostumaremos sem a presença dele entre nós? De onde virão forças que teremos que retirar de dentro da gente mesmo, se lá tudo parece estar despedaçado? As palavras de conforto não convencem e as lágrimas nem de longe são suficientes.

E sempre haverá um quê de que poderia ter feito algo a mais: “Por que eu não disse mais uma vez que o amava?”, “Por que eu lhe disse palavras grosseiras que o feririam sem dó e nem piedade?”, “Por que eu não fiz aquilo, que poderia ter evitado isso?”... Sempre haverá um ar de arrependimento, como se a vida da gente fosse um borrão e que nós poderíamos desfazer e refazer quantas vezes quisesse ou que achássemos convenientes. Mas não é.

A vida é para ser vivida de uma vez só. E ninguém pode fazer isso por você. Só você. Você é responsável por acordar todos os dias e dizer a si mesmo, como se fosse a primeira vez: “Hoje é o melhor dia da minha vida!” ou “Hoje eu vou ser mais feliz ainda!”. Experimente fazer esse exercício de otimismo e perseverança diariamente, para que quando estiver com 90 anos, puder olhar pra trás e disser: “EU VIVI! EU NÃO PASSEI A VIDA EM BRANCO!”. Porque a morte não tem hora e nem lugar pra chegar. E ela, às vezes, tem pressa.

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